domingo, 15 de abril de 2012
Brasileiro nocauteia em 49 segundos na estreia sob a 'batuta' de Don King
Este foi o primeiro combate de Ratinho desde que assinou contrato em 2011 com o famoso empresário Don King, que já trabalhou com nomes como Mike Tyson, Evander Holyfield e Roy Jones Jr.
Em Miami, o paulistano de 26 anos encarou Adam Collins e logo no primeiro assalto encaixou um golpe que levou o rival à lona.
“Eu acertei um jab no corpo, depois uma direita em cima e ele sentiu. Fintei e acertei um baita gancho de esquerda. Ele caiu mal e até entrou médico para fazer o atendimento”, detalha Ratinho, que chega a 23 vitórias na carreira em 25 combates, sendo o oitavo triunfo seguido.
Sobre a reação do chefe, que portava uma bandeirinha brasileira ao lado das suas tradicionais flâmulas norte-americanas, Ratinho diz que “Don King ficou só me olhando, com um sorriso no rosto. Eles gostaram bastante desta vitória”.
A mudança para os Estados Unidos, há sete meses, é encarada pelo pugilista como a chance da carreira. Ratinho já foi top 5 de sua categoria na OMB e atualmente estava em 10º no ranking. O rápido nocaute deve fazê-lo subir novamente, em busca do sonho futuro de disputar o cinturão e se tornar o quinto brasileiro a ser campeão do mundo.
Zumbano volta a vencer
Primo de Éder Jofre, o paulista Raphael Zumbano voltou a vencer na sexta-feira, em combate em São Paulo. Contra Guido Santana, que luta pela Bolívia, o peso pesado conquistou um nocaute no segundo assalto.
Este é o primeiro triunfo desde que Zumbano perdeu para Shane Andreesen nos Estados Unidos, em janeiro, e representa o recomeço para que o brasileiro volte a figurar entre os melhores entre os pesados. O paulista soma 32 vitórias na carreira, com cinco derrotas e um empate.
Fonte: UOL
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Evander Holyfield vence mais uma em busca de recorde
Holyfield, de 44 anos, começou e terminou a luta com potentes golpes de esquerda contra a cabeça de Savarese, de 41 anos, que chegou a ser derrubado duas vezes durante o combate. Os juízes deram ao ex-campeão a vitória por pontos por 98-90, 99-87 e 96-91.
Savarese, que terminou a luta com o rosto bastante marcado pelos golpes, disse que essa foi sua despedida. "Lutei duro", disse. "Dei tudo de mim".
Foi a quarta luta de Holyfield desde sua volta ao boxe, após dois anos de inatividade. Sua meta é ganhar pela quinta vez o título dos pesos pesados - um feito sem precedentes - antes de uma aposentadoria definitiva. "Serei cinco vezes campeão indiscutível dos pesados", afirmou.
Holyfield não ostenta o cinturão unificado de campeão desde 1990 quando venceu James "Buster" Douglas. Ele, que iniciou a carreira em 1984, espera se tornar o mais velho campeão da história, derrubando o recorde de George Foreman.
terça-feira, 5 de junho de 2007
"Queridinho" de Tyson conquista o título dos pesos pesados da OMB
O combate durou 12 assaltos, com decisão unânime a favor do boxeador da Rússia, de 32 anos, que se mantém invicto, com 21 vitórias (17 nocautes) e um empate.
O russo mostrou mais velocidade e habilidade que o oponente para golpear com precisão e ser declarado campeão após os placares 119-109, 117-111 e 115-113.
Antes de tentar o sucesso como profissional, Ibragimov já tinha uma carreira estruturada como amador, tanto que tem em seu currículo a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Sydney, na Austrália, em 2000.
Inicialmente, a luta estava prevista para março, mas foi adiada por que Briggs se recuperada de uma pneumonia. O norte-americano, que era campeão desde novembro de 2006, defendeu o título pela primeira vez. Ele soma agora 48 vitórias, cinco derrotas e um empate em seu cartel.
O norte-americano vinha de 12 vitórias seguidas, incluindo o nocaute técnico sobre o bielo-russo Sergei Liakhovich no ano passado, no combate que lhe valeu o título.
Agora, os cinturões dos pesados das quatro principais organizações do boxe estão em poder de atletas da extinta União Soviética.
O ucraniano Wladimir Klitschko tem o título da FIB (Federação Internacional de Boxe). O uzbeque Ruslan Chagaev é o campeão pela AMB (Associação Mundial de Boxe), enquanto o cazaque Oleg Maskaev reina no CMB (Conselho Mundial de Boxe).
Tyson quer permissão para assessorar pugilista russo
O ex-pugilista deixou em branco os espaços do documento sobre o boxeador que pretendia ajudar e outro que lhe perguntava se sabia de alguma enfermidade que afetou o atleta que ele pretende assistir. Por conta disso o formulário foi devolvido ao norte-americano.
Ainda assim, as chances de Tyson conseguir seu objetivo ainda não estão perdidas. Segundo Nicholas Lembo, advogado da Comissão Atlética de Nova Jersey, o ex-boxeador ainda tem tempo para conseguir sua permissão. “Não consideramos nenhuma ação pelo formulário estar incompleto. Simplesmente foi devolvido para que seja totalmente preenchido. Assim que estiver completo, será levada em conta a solicitação de licença”, disse.
Tyson precisa de uma permissão de um juiz para poder viajar fora dos estados do Arizona e da Califórnia, uma vez que carrega acusações pendentes pelo uso de drogas. “A liberação ou não da licença dependerá da informação que ele nos apresentar”, afirmou Lembo.
Angolano defende título mundial de boxe contra romeno
Segundo o vice-presidente da Federação Angolana de Boxe (Faboxe), Azevedo Neto, a sua direcção autorizou em Abril passado a realização da peleja, que será antecedida de três combates de amadores e um outro profissional.
Adiantou que os dois pugilistas são aguardados amanhã na capital angolana.
Manuel Gomes, de 41 anos, e a evoluir no Boavista de Portugal, ostenta o título desde 1998. O seu adversário tem 26 anos.
O combate homenageará o dia de África, a comemorar-se nesta sexta-feira, e decorrerá no museu das Forças Armadas, ex-fortaleza São Miguel.
Russo fortão manda "Açougueiro" do Brasil a nocaute na Alemanha.
Apesar da derrota inquestionável, Nascimento manteve-se em sétimo lugar no ranking da categoria e sofreu a primeira derrota da carreira. Ele tem, agora, 17 lutas. Foram dezesseis vitórias, treze por nocaute e apenas uma derrota. Já Sergyi conseguiu sua 22ª vitória por nocaute em 34 lutas. O invicto boxeador de 31 anos defendeu o título com sucesso pela terceira vez.
Presidente da CBBoxe elogia desempenho brasileiro em Praga
“Foi muito importante. Enfrentamos países fortes como Cazaquistão, China e Azerbaijão e recebemos diversos elogios. Vários treinadores de outros países procuraram nossos técnicos, admirados com a nossa evolução. Fazia um tempo que não disputávamos um torneio na Europa. Importante falar que todos os países estavam com a primeira equipe”, afirmou o dirigente, em entrevista por telefone.
Boselli evitou fazer uma análise individual dos atletas. Para ele, não houve surpresas ou decepções na campanha brasileira na República Tcheca. “Não tínhamos grandes expectativas sobre nossos lutadores, já que não sabíamos como estava o nível em relação aos outros”, comentou.
A partir desta segunda-feira, os brasileiros já estão novamente em ação para um novo torneio internacional, agora em Vigo, na Espanha. Segundo Boselli, a expectativa é que o nível da competição seja inferior em relação ao que foi encontrado em Praga.
“A maioria dos países que estiveram na República Tcheca não foram para a Espanha. Mesmo assim, vamos encontrar adversários fortes, como alemães e franceses. Será novamente uma boa preparação para os Jogos Pan-americanos”, ressaltou o presidente da CBBoxe.
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Ex-campeão mundial de boxe Corrales morre em acidente
O norte-americano de 29 anos, que também conquistou um título no superpena, bateu em um carro em alta velocidade a oeste de Las Vegas, na madrugada de segunda-feira.
Em 2004, Corrales derrotou o brasileiro Acelino ´Popó´ Freitas e tirou dele o título mundial dos pesos leves da Organização Mundial de Boxe. Foi a primeira derrota da carreira do brasileiro, que na semana retrasada perdeu a unificação da mesma categoria para o também norte-americano Juan Diaz.
A apertada vitória de Corrales em 2005 sobre José Luis Castillo, quando foi duas vezes ao chão antes de vencer no 10.º round, foi eleita pela Associação dos Cronistas de Boxe dos Estados Unidos a melhor luta do ano.
Corrales, que perdeu para Castillo cinco meses depois, teve 40 vitórias e cinco derrotas ao longo de sua carreira. Sua última luta acabou em derrota, em abril deste ano, quando foi batido por Joshua Clottey após ter subido para a categoria meio-médio.
“O boxe perdeu um de seus grandes campeões.” Foi desta forma que Acelino Popó Freitas reagiu ao saber da morte de Diego Corrales. “Até gostaria de ter tido uma revanche, mas ele subiu para a categoria dos meio-médios, o que inviabilizou o duelo”, disse Popó, que descansa em Salvador após a derrota para o mexicano Juan Diaz, a segunda de seu cartel.
A polícia de Las Vegas anunciou que o acidente de moto que provocou a morte de Corrales está sob investigação. “Não sabemos se a vítima havia ingerido drogas ou álcool”, disse o porta-voz, Jose Montoya.
Filho de Maguila perde por nocaute e é vaiado na Costa Rica
Na última segunda-feira, o pugilista Adenílson dos Santos foi derrotado pelo costarriquenho Carl Davis Drumond, em combate dos pesos pesados (até
De acordo com a Confederação Brasileira de Boxe, o público e a imprensa local teriam criticado muito a organização do combate por conta da grande diferença técnica entre os boxeadores. Citando o jornal local
Conhecido como Careca, o brasileiro realizou quatro lutas no exterior nos últimos 12 meses, tendo sido nocauteado em todas elas. Sem registro na Confederação, Adenílson foi batido por um adversário que conta com um cartel de 20 vitórias (17 nocautes) em 20 lutas. Drumond ainda é o atual detentor do cinturão latino-americano da Organização Mundial de Boxe.
Após o combate, o promotor Efraín Vega se dirigiu ao público e pediu desculpas pelo combate. Segundo Vega, ele teria sido iludido por empresários, que afirmavam que Adenílson contava com 20 vitórias no currículo, motivo pelo qual ele teria concordado em pagar uma boa bolsa pelo duelo.
Conselho Mundial anula derrota de Juliano Ramos
No combate ocorrido na semana passada, em Nova York, Roman também se apresentou com um peso superior ao permitido para a categoria super-leve.
O Tribunal Desportivo dos Estados Unidos vai definir qual será a punição do boxeador de Porto Rico.
Com a anulação da luta, a derrota por nocaute sai do cartel de Juliano Ramos. O sorocabano agora conta com 13 vitórias e apenas uma derrota por pontos.
Na cola dos cubanos, boxe do México busca medalhas no Pan
"Não gosto de cogitar medalhas, mas os meninos farão o possível para que se escute o hino nacional nos Jogos", diz Contreras.
Para Contreras, os cubanos são os principais adversário a serem batidos. "Um bom sorteio nos ajudará. Não é a mesma coisa pegar um campeão olímpico na primeira luta que na final. Mas estamos preparados".
Por isso, o peso médio Marco Peribán, que derrotou este ano o campeão mundial cubano Emilio Correa, é o principal boxeador da equipe mexicana que buscará medalhas nos Jogos Pan-Americanos.
Ao lado de Peribán, de 22 anos, vão lutar pelo México: Odilón Saleta (mosca ligeiro), Braulio Avila (mosca), Carlos Cuadras (galo), Francisco Vargas (pena), Noé López (leve), Luis Grajeda (meio médio ligeiro) e Anthony Mosquera (médio). Os competidores disputaram neste sábado um torneio local mexicano e agora receberão a Nigéria para um amistoso.
Nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003, o México foi o quarto lugar no número total de medalhas no esporte. Ramiro Reducindo ficou com um ouro. Abner Mares foi prata. E houve mais cinco bronzes. Cuba, República Dominicana e EUA ficaram na frente.
Torneio Luvas de Ouro de Boxe
GALO - 54 KG.
Paulo Rogério (SPFC/Coliseu/S.Bernardo-A) venceu Francisco Carlos (IDE Itaquaquecetuba) por KOT no primeiro rounde.
MEIO-MÉDIO-LIGEIRO - 64 KG.
Roberto Custódio Queiroz (Luta Pela Paz-RIO/Osan/Praia Grande) venceu Arlinter Rodrigues (SPFC/Coliseu/S.Bernardo-B) por pontos.
MEIO-PESADO - 81 KG.
Hamilton Ventura (SPFC/Coliseu/S.Bernardo-A) venceu Danilo Marques (AD. S. Caetano) por KOT no quarto rounde.
A próxima rodada acontece terça (15), a partir das 19 horas, no mesmo local. Veja a programação:
MOSCA-LIGEIRO - 48 KG.
Flavio Leite (AD. S. Caetano) x Silas Souza (SPFC/Coliseu/S.Bernardo-B)
MOSCA - 51 KG.
Giliard Paulino (SPFC/Coliseu/S.Bernardo-A) x Ednaldo Santos (CT. Boxe Mogi)
GALO -54 KG.
Márcio Maciel Sales (Joerg Bruder + Esporte) x Daniel Soares (SPFC/Coliseu/S.Bernardo-A)
MEIO-MÉDIO-LIGEIRO - 64 KG.
Brando Junior (SPFC/Coliseu/S.Bernardo-A) x Jean Pierre S. Abreu (Raff Giglio/RIO)
MEIO-MÉDIO - 69 KG.
Marcos Luis Mota (CA. Guarany) x Maikon Silva (SPFC/Coliseu/S.Bernardo-A)
MÉDIO - 75 KG.
Thiago Oliveira Santos (Combat Sport) x Alessandro Leite (SPFC/Coliseu/S.Bernardo-A)
SUPER-PESADO - +91 KG.
Rodrigo A. Francisco (Ac. Galati/R.Preto) x Marcos Ramos (SPFC/Coliseu/S.Bernardo-A)
Metropolitano de Boxe define campeões no sábado
Entre as atrações, estão o duelo na categoria meio-pesado (até 81 kg) entre Vande Lopes (São Gabriel do Oeste) x Agnaldo Maia (1º Round) e, pela categoria leve (até 60 kg), entre Thiago Monteiro (Ceintre/ Luvas de Ouro) e Joemerson Leite (Harmonia).
Segundo o presidente da FDBMS (Federação de Boxe de Mato Grosso do Sul), Melciades Marcelo Nunes, a iniciativa de levar o boxe aos bairros tem objetivo de popularizar a modalidade e levar opção de lazer às comunidades mais carentes da cidade. “Nós queremos mostrar às famílias que o boxe olímpico é não é violência, é acima de tudo uma modalidade saudável e com regras”, disse.
Confira as lutas programadas para este sábado:
- 64 kg – Classe B
Mauro Villalba (Arena Fitness) x Bremer Garcia (Arena Fitness)
- 69 kg – Classe B
Rogério Albuquerque (1º Round) x Kadu Vasconcelos (Rogério)
- 60 kg – Classe B
Bruno Luís (1º Round) x Thiago Tadeu (1º Round)
- 50 kg – Cadete
Gian Luigio (Arena Fitness) x Marcelo Lima (1º Round)
- 81 kg - Classe B
Clayton Soto (Arena) x Kawe Torres (Rogério)
- 75 kg – Classe A
Rogério Albano (Rogério) x Frank Demolidor (Mamute Team)
- 60 kg – Classe A
Thiago Monteiro (Ceintre/Lubvas de Ouro) x Joemerson Leite (Harmonia)
- 81 KG – Classe A
Vande Lopes (São Gabriel do Oeste) x Agnaldo Maia (1º Round)
DESAFIO EXTRA
Luís Cláudio (Bombardeiros) x Laessandro Dias (Arena)
segunda-feira, 30 de abril de 2007
"Eu não tenho nada a provar", diz Popó após derrota nos EUA
Com o olho direito bastante inchado, o ex-campeão mundial dos leves, versão Organização Mundial de Boxe, recebeu o estadao.com.br em sua suíte no sexto andar, nos Estados Unidos. “Só por estar aqui, já sou um vencedor.”
estadao.com.br: Como foi a luta?
Popó: Como esperava. O Diaz não parou um minuto de atacar e me surpreendeu com o jab, que não é sua característica.
Você também sentiu um golpe na linha de cintura?
É, ele pegou forte e me abalou um pouco, diminuindo meu ritmo.
Você acertou bons golpes, mas não teve seqüência para conseguir o nocaute...
O Diaz vem muito para cima. Ele segurou a esquerda o tempo todo, com medo da minha direita. E sempre que eu o acertava, ele vinha para cima e contragolpeava.
Admite que ele foi melhor?
Sem dúvida, foi melhor. Merece o cinturão e deve ficar com ele por muito tempo.
Como foi sua conversa com o Oscar Suarez (treinador) no intervalo do 8º para o 9º assalto?
Ele perguntou como eu estava me sentindo. E eu disse que o Diaz estava me machucando. Então o Oscar falou que ia parar a luta e eu disse que fizesse o que achasse melhor.
E o seu futuro?
Eu não tenho nada a provar. Sou 4 vezes campeão mundial, feito inédito no Brasil. E ainda quero o cinturão do Conselho Mundial de Boxe.
Mas vindo de derrota?
O mundo do boxe me conhece. Não quero mais lutas amistosas. Só aceito combates pelo título. Acho que o vencedor de Erik Morales e David Diaz, em junho, vai me dar esta oportunidade, porque eles sabem do que sou capaz.
Técnico de Popó assume responsabilidade por parar luta
Após ser castigado pelo adversário no oitavo assalto, o baiano abandonou a disputa antes do início do nono round.
"Depois do último golpe, ele não se recuperou. Eu pude ver isso nos seus olhos", disse o técnico Oscar Suarez. "A decisão de abandonar a luta foi minha", confirmou.
A derrota deste sábado foi a segunda de Popó como profissional. O brasileiro tem 38 vitórias em seu cartel, sendo 32 delas por nocaute.
Após a vitória e a unificação dos cinturões, José Diaz fez questão de elogiar o adversário derrotado. "'Estou emocionado. Ganhei de um homem que é quase uma lenda e fiz de forma limpa", afirmou o lutador.
Na volta da aposentadoria, Popó apanha no ringue
São Paulo, SP, 29 (AFI) - Se dinheiro não agüente desafora, no boxe não dá para brincar de parar e continuar na carreira. Esta, talvez, seja a grande lição que deva ser aprendida pelo pugilista brasileiro, Popó. O brasileiro Acelino "Popó" Freitas não teve a menor chance em sua primeira luta após desistir da breve aposentadoria.
Neste sábado, pelos títulos unificados dos pesos leves (61,2 kg) da Organização Mundial de Boxe (OMB) e Associação Mundial de Boxe (AMB), Popó perdeu para o mexicano Juan Diaz por nocaute técnico ao abandonar a luta no final do oitavo assalto. O brasileiro “apanhou” bastante.
Com esta derrota, Popó desperdiçou a chance de conquistar o seu quinto título na carreira, o que seria um recorde entre brasileiros . E o pugilista viu ficar mais distante o seu maior sonho: lutar pelo cinturão do Conselho Mundial de Boxe (CMB). Esta foi a segunda derrota da carreira de Popó. Diante de Diego Corrales, em 2004, o brasileiro também foi derrotado por nocaute técnico após abandonar o combate.
"Foi minha decisão (abandonar a luta). Depois do último golpe, ele não se recuperou. Eu pude ver isso nos seus olhos", disse Oscar Suarez, um dos técnicos de Popó.
Em outubro do ano passado, o atleta de 31 anos anunciou que iria pendurar as luvas. Mas a decisão de ficar fora dos ringues durou apenas um mês. Com a chance de disputar um novo título, Popó deixou de lado a aposentadoria para voltar a lutar.
Com o resultado neste sábado, Popó chegou ao cartel de 38 vitórias (32 por nocaute) e duas derrota. Já Diaz, de 23 anos, manteve-se invicto em 32 combates, sendo seis deles em defesa de título.
Desvantagem no ringue
A luta começou com vantagem de Diaz, chamado de "El Torito", que não se intimidou com a experiência do brasileiro. O mexicano partiu para o ataque nos primeiros assaltos, tentando encurralar Popó nas cordas. Já o brasileiro, sem sucesso, tentava encaixar contra-ataques no adversário.
No quinto assalto, Diaz teve a primeira chance de derrubar Popó. Um direto de esquerda deixou o brasileiro grogue, mas "El Torito" não conseguiu colocar o rival no chão.
No oitavo assalto, novamente Diaz teve o controle do combate. Acertando muito bem a esquerda, ele quase derrubou Popó, que desistiu de voltar para a luta no round seguinte e entregou a vitória a Diaz.
Popó sofre nocaute técnico e perde cinturão dos leves
Após sofrer em todos os assaltos, Popó abandonou o combate diante do norte-americano Juan Diaz antes do início do nono assalto e perdeu assim o cinturão da Organização Mundial de Boxe (OMB) para o oponente, que já detinha o título da Associação Mundial de Boxe (AMB).
A luta foi um verdadeiro castigo ao baiano. Ele não disputava um combate desde 29 de abril do ano passado, quando bateu o norte-americano Zahir Raheem por pontos e reconquistou o cinturão da OMB.
Depois disso, Popó anunciou a sua aposentadoria, mas mudou de idéia para tentar unificar os títulos.
Foi a segunda derrota da carreira do brasileiro em 40 combates como profissional. Popó já havia sido batido pelo também norte-americano Diego “Chico” Corrales em agosto de 2004, quando perdeu pela primeira vez o cinturão dos leves (até 60 kg) da Organização Mundial de Boxe.
O baiano ainda conseguiu recuperá-lo contra Zahir Raheem em abril de 2006, mas deixou escapar o título da OMB logo em sua primeira defesa, quando pretendia unificá-lo com o da Associação Mundial de Boxe (AMB).
Popó agora ostenta um cartel de 40 lutas e 38 vitórias (32 nocautes).
A luta
No combate da madrugada de ontem, o baiano foi totalmente dominado e cansou de levar golpes com a esquerda de Diaz. Invicto em 32 lutas, Diaz ditou o ritmo da luta, tomou a iniciativa e se defendeu muito, praticamente não cedendo espaço aos golpes do brasileiro.
Sem chance, Popó chegou a balançar no quinto assalto, após tomar um golpe de esquerda do rival. Três rounds depois, o baiano sofreu uma nova seqüência e acabou sendo forçado a desistir no intervalo para o nono assalto.
Decisão polêmica
A decisão de parar a luta desagradou o pugilista baiano, que demonstrava vontade de voltar ao ringue para continuar o combate.
Após o combate, o técnico de Popó, o porto-riquenho Oscar Suárez, revelou que quis poupá-lo de uma surra maior ainda. “Foi minha a decisão de parar a luta. Não posso ficar sentado vendo um homem sendo castigado daquele jeito. Depois da última troca de golpes, ele não conseguiria se recuperar. Podia ver nos olhos de Popó e jamais vou permitir que eles se machuque em minha vida”, afirmou Suarez.
Norte-americano desdenha do brasileiro
Com a vitória por nocaute técnico no oitavo assalto ontem, Juan Diaz tomou de Popó o cinturão do peso leve (até 60 kgs) da Organização Mundial de Boxe e ainda garantiu a unificação de dois títulos, já que era o detentor do cinturão da categoria na Associação Mundial.
Invicto em sua carreira profissional, com 32 vitórias (16 nocautes) em 32 lutas, Díaz comemorou muito. “Estou muito feliz por ter conquistado dois títulos mundiais. Sinto-me eufórico agora”, disse Díaz, nascido no México e que não deixou de elogiar o rival.
“Quero agradecer a Popó Freitas por me dar a oportunidade de enfrentar um dos grandes campeões do mundo. Esta foi a maior luta da minha carreira, mas eu já enfrentei alguns oponentes que batiam mais forte do que ele fez nesta noite. Tomei seus melhores socos e devolvi cinco ou seis, quando ele me acertou dois ou três”, desdenhou o norte-americano.
Conhecido pela agressividade em cima do ringue, Torito fez de sua marca registrada a peça-chave para tomar do Popó o título da OMB. “Fiquei surpreso por ele dar mostras de que queria lutar mais”, explicou o norte-americano. “Achei que ele tentaria me atingir mais. Ele até conseguiu me acertar alguns golpes, mas eu me recolhi e ele não conseguiu me machucar de verdade”, completou Díaz, que acertou o baiano no quinto assalto e arrastou a luta sem dificuldades até o final do oitavo.
Médico brasileiro participa de reunião do CMB
O objetivo da entidade é debater sobre a saúde dos pugilistas. Serão discutidos desde os perigos de substâncias utilizadas pelos atletas até a possibilidade de problemas neurológicos. Outra preocupação do CMB é sobre a questão de lutas desiguais e a permanência de pugilistas com mais de 40 anos em atividade.
“Temos como prioridade a proteção do boxeador e a segurança no boxe para assegurar e garantir sua humanização e regulamentação a fim de conservá-lo exatamente como é: um esporte limpo e protegido”, afirmou o presidente do Conselho Mundial, José Sulaimán.
A entidade pensa até em fazer uma nova divisão do ranking. O CMB não quer mais ver lutadores de primeiro nível enfrentando iniciantes ou atletas sem nenhum tipo de preparo.
quarta-feira, 25 de abril de 2007
Brasileiros devem lutar nas preliminares do combate de Popó
O único confronto garantido por enquanto será entre Agnaldo Nunes e o norte-americano Carlos Navarro. Campeão brasileiro amador e com participações nas Olimpíadas de 96 e 2000, o paulista Agnaldo colocará em jogo o cinturão dos leves (até 60 kg) da Federação Norte-americana de Boxe, a NABF, que não é mais filiada ao Conselho Mundial de Boxe. Canhoto, o brasileiro conta com 17 vitórias (oito nocautes), uma derrota e um empate em seu cartel.
Já seu rival, Carlos Navarro, foi bicampeão norte-americano durante a carreira de amador, quando alcançou o cartel de 132 vitórias e 12 derrotas. Como profissional, o ‘Canhoto de Ouro’ chegou à marca de 27 vitórias (22 por nocaute), quatro derrotas e um empate, além de ter conquistado o cinturão continental do CMB e perdido o Mundial superpena da entidade.
Enquanto apenas o combate entre Agnaldo e Navarro está confirmado, outros dois brasileiros seguem na espera para saber se farão preliminares da luta de Popó. Isaac Rodrigues era o mais certo deles, com uma luta em quatro assaltos contra o jamaicano Ricardo Planter. Porém, a promoção do evento ainda não assegurou a presença do jamaicano, que conta com cartel de três vitórias (uma por nocaute), uma derrota e dois empates.
Por fim, Carlinhos Furacão preencheria a agenda de lutas antes de Popó disputar a unificação dos títulos dos leves da Organização Mundial de Boxe e da Associação Mundial de Boxe. Porém, ainda não há confirmação de adversários para a luta.Quem tem padrinho não morre pagão
Invariavelmente, essas verdadeiras instituições caça-níqueis adotam uma postura simplória, ou seja, apoiam de olhos quase fechados os atletas que prestigiam seus cinturões. O maior exemplo dos últimos meses é o argentino Mariano Carrera. Pego no exame antidoping após a conquista do título dos médios (72,5k) sobre o espanhol Javier Castillejo (em 2 de dezembro do ano passado), a Associação Mundial de Boxe demorou muito tempo para dar um veredicto sobre o caso.
A princípio a AMB não quis definir uma posição, insinuando que o laboratório do Instituto de Bioquímica de Colônia (Alemanha) poderia ter cometido um erro nas análises de urina. A contraprova identificada por uma das maiores e mais prestigiosas autoridades do mundo no assunto não deixou dúvidas: Carrera fez uso da substância Clembuterol.
Pressionada principalmente pelos europeus a AMB decidiu devolver o cinturão a Castillejo, suspender Carrera por seis meses e alterar o resultado do combate - em que o argentino havia vencido por nocaute técnico no 11º round, para desclassificação no mesmo assalto em favor do espanhol. Mas nada como escutar os amigos de todas as horas para mudar de opinião. Afinal, Mariano Carrera tem sua carreira conduzida pelos dois principais promotores de boxe em seu país.
Em um comunicado "de caráter final e sem direito a qualquer apelação" a AMB alterou suas decisões anteriores. Dizendo-se satisfeita com a defesa do argentino na qual, entre outros pontos, o atleta fez uso involuntário da droga, a entidade reduziu a pena para quatro meses (vencida no último dia 2 de abril) e, o pior, resolveu considerar o combate entre Carrera e Castillejo "sem decisão".
São atitudes como essa que denigrem a imagem que se quer do esporte. Os acordos de bastidores, as negociatas, o envio de dinheiro a paraísos fiscais e toda sorte de malfeitorias, criam um círculo vicioso em que - em algum momento - perde-se total confiança nos dirigentes e nas entidades que presidem.
Para tentar fazer com que os aficionados esqueçam rapidamente a decisão no "caso Carrera", a AMB ajudou a acelerar o encontro entre Castillejo e Felix Sturm. Ambos lutam pelo cinturão da entidade neste sábado (28), na Alemanha, em uma revanche não prevista. Isso porque Castillejo havia roubado o título de Sturm em julho ano passado por nocaute técnico na 10ª passagem.
O veterano espanhol de 39 anos (61-6-0, 41 KOs), foi derrotado uma única vez por nocaute há 12 anos, enquanto o alemão Sturm de 28 anos (26-2-0, 12 KOs) é o mesmo que perdeu a invencibilidade e o título dos supermeio-médios (69,8k) para Oscar de La Roya em 2004, em uma decisão por pontos que a nosso ver foi totalmente injusta.
Enquanto Castillejo e Sturm se digladiarão no ringue, os amigos fiéis da AMB - incluindo Mariano Carrera e seus agentes - assistirão ao embate em Buenos Aires pelo sistema pay-per-view, regados a vinho, a um bom bife de chouriço e a um tango de tom dramático que identifica muito bem o quadro atual do boxe: "Balada para un loco", de Astor Piazzolla.
LUVAS CRUZADAS
Sem rival - O peso pesado George Arias (39-9-0, 27 KOs) não encontrou dificuldades para derrotar Gilton dos Santos (15-10-1, 12 KOs) por nocaute técnico no quinto round. Gilton abandonou a disputa ao final do quarto giro após sofrer castigo em todos os roundes e um corte acentuado acima do olho direito. O combate, realizado no último sábado, 21, valeu a defesa do título brasileiro e o cinturão Intercontinental Mundo Hispano que estava vago.
Sem oferta - Logo no dia seguinte após seu triunfo, a equipe de Arias entrou em contato com os agentes de Gonzalo Omar Basile (29-2-0, 13 KOs) para uma possível unificação de títulos, já que o argentino é o atual campeão Mundo Hispano. A resposta foi imediata. Acostumado a enfrentar adversários fracos e apoiado pelo Sindicato dos Caminhoneiros em seu país, Basile mandou dizer que não enfrenta Arias. Não abriu margem para escutar nenhuma oferta financeira
Sem vida - Após sofrer forte castigo na cabeça durante quatro roundes, o filipino Lito "Angelito" Sisnorio morreu no início do mês em Bangcoc (Tailândia). Ele havia sido derrotado por nocaute pelo ex-campeão mundial mosca (50,8k) do CMB, Chatchai Sasakul, em um combate não-autorizado pela Comissão Filipina de Boxe. Sisnorio, 24 anos, estreou em 2003 e foi campeão mundial sub-23 no ano passado. É a segunda morte nesta temporada que se tem notícia. Em março a vítima foi o indonésio Anis Dwi Mulya.